Longe da agitação das ruas do Centro do Rio de Janeiro, existe um refúgio literário. Escondida no subsolo do Edifício Marquês do Herval, está a Livraria Leonardo da Vinci.
Fundada em 1952 por imigrantes, o local já foi ponto de encontro da intelectualidade carioca. E chegou a ser eternizada em poema de Carlos Drummond de Andrade! Aqui te contamos mais sobre esse espaço encantador!
A origem e as curiosidades da Livraria Leonardo da Vinci
A Livraria Leonardo Da Vinci foi fundada em 1952 por um casal de imigrantes: o romeno Andrei Duchiade e a italiana Vanna Piraccini.
Na época, o endereço da livraria era o Edifício Delamare, na Avenida Presidente Vargas. No entanto, quatro anos depois, o espaço ficou pequeno e eles decidiram mudar a livraria para o subsolo do Edifício Marquês do Herval, onde está localizada até hoje.
Nos primeiros anos, cabia a Donna Vanna (como era conhecida) a escolha das obras a serem vendidas na loja. No começo, eram apenas livros franceses. Mais tarde, passou a importar também de outros países europeus e dos Estados Unidos, até passar a oferecer também obras brasileiras.
E por que o nome Leonardo da Vinci? A livraria recebeu esse nome porque, no ano da sua fundação, comemorou-se os 500 anos do nascimento do artista renascentista, o preferido da proprietária.

Drummond de Andrade era um dos frequentadores ilustres
Por conta da ótima curadoria das obras, a Livraria Leonardo da Vinci era muito bem frequentada pelos intelectuais, artistas, estudantes, acadêmicos e políticos da época.
Entre os seus frequentadores mais ilustres, está Carlos Drummond de Andrade, que chegou a homenagear o local em um de seus poemas, no livro As Impurezas do Branco (1973).
Em Poema em homenagem à Livraria Leonardo da Vinci, Drummond descreve o caminho até chegar ao local, com destaque para a escada em espiral, e também a atmosfera do lugar.
Quem também frequentou e citou a livraria em um de seus poemas foi Antônio Cícero. Em A cidade e os livros, o escritor dedica o poema a Vanna Piraccini e recorda sua adolescência no Centro do Rio, citando locais icônicos.
As mudanças e como está a Livraria Leonardo da Vinci hoje
A Livraria Leonardo da Vinci é uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro. No entanto, para manter o legado vivo e ainda se adaptar os novos tempos, foi preciso muito trabalho!
Isso porque a loja passou por tempos bem difíceis com a morte Andrei Duchiade, em 1965, um incêndio em 1973 e, alguns anos depois, uma grave crise econômica.
Em 2015, o anúncio de que a livraria iria fechar definitivamente as portas causou uma verdadeira comoção entre os cariocas e – felizmente – isso não aconteceu!
Atualmente, a curadoria das obras segue imperdível e o local é uma verdadeira cápsula do tempo para quem ama cultura.
Por lá, além de ser um passeio perfeito para se desconectar do agito da cidade, também rolam eventos super interessantes, como debates, rodas de conversas e sessões de autógrafos. E, claro, não deixe de dar uma passadinha no café, é uma delícia!
Livraria Leonardo da Vinci
📍Avenida Rio Branco, 185 – subsolo (lojas 2-4) – Centro
⏲️Segunda a sexta, das 09h30 às 18h30 | sábados, das 10h às 13h30