E se fosse possível entrar na floresta que inspirou Tom Jobim? É essa a proposta da exposição Jobim-açu, que desembarca no Rio de Janeiro em setembro para marcar o centenário do compositor.
A mostra itinerante e gratuita transforma um caminhão em uma espécie de clareira poética, onde música, memória e natureza se entrelaçam para recriar a relação de Jobim com a Mata Atlântica. Te contamos mais aqui!
Mostra integra a Semana de Arte do Rio

Com curadoria do jornalista Hugo Sukman e da cineasta Daniela Thomas, a exposição integra a programação da Semana de Arte do Rio e vai ocupar dois espaços públicos da cidade.
De 1º a 6 de setembro, ela estará em cartaz na Praça Santos Dumont, na Gávea. Em seguida, é a vez da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, na Região Portuária, de 16 a 20 de setembro.
Entre as curiosidades da exposição, o título dialoga diretamente com a canção ‘Querelas do Brasil’, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Isso porque, na letra, Aldir une o sobrenome do compositor ao sufixo tupi açu, que significa “grande”.
E essa escolha não é apenas homenagem! Ela também sintetiza a visão que orienta toda a mostra. De acordo com Hugo, Tom Jobim enxergava a floresta como patrimônio cultural e costumava dizer que toda a sua obra havia sido inspirada pela Mata Atlântica.
Como será a exposição Jobim-açu

A experiência começa do lado de fora. O caminhão é envelopado por uma obra inédita do arquiteto e ilustrador Danilo Zamboni, que transforma a estrutura em extensão da paisagem que moldou o imaginário de Jobim.
No interior, tecidos suspensos recebem trechos de canções e fotografias de diferentes momentos da vida do compositor. Além disso, um grande painel reúne registros biográficos de sua trajetória.
Do lado de fora, cinco estações com 20 painéis percorrem a vida de Tom Jobim, da infância ao reconhecimento internacional como um dos maiores compositores do século XX.
Banquinhos espalhados pelo espaço convidam o público a ficar, folhear materiais e desacelerar, transformando a praça em um ambiente de convivência e contemplação.
A ambientação sonora varia conforme o dia. Durante a semana, a trilha prioriza composições em que a natureza aparece como tema central, reforçando o caráter educativo da mostra para estudantes e crianças.
Nos fins de semana, o repertório muda e incorpora clássicos como ‘Chega de Saudade’ e ‘Se Todos Fossem Iguais a Você’. A exposição também promoverá oficinas, articulando música, literatura, ilustração e educação ambiental.