O Rio de Janeiro recebe, até o dia 24 de outubro, a 6ª edição da Mostra do Filme Marginal, com 123 filmes nacionais e internacionais, todos gratuitos.
A programação reúne produções independentes das cinco regiões do país, em ficção, documentário, animação, cinema experimental, ficção científica, realismo fantástico e terror.
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Cinema e crise climática é tema da edição de 2026
Os filmes selecionados para a 6ª edição da Mostra do Cinema Marginal abordam a crise climática e seus efeitos sociais, culturais e políticos. Entre eles, aquecimento global, racismo ambiental, direito à terra, moradia, direitos indígenas, feminismo e diversidade sexual atravessam a seleção.
Entre longas, médias e curtas-metragens, o público terá acesso a produções independentes das cinco regiões do país, dos mais variados gêneros e linguagens.
O Rio de Janeiro lidera em número de produções, com 20 filmes. Já São Paulo vem em seguida, com 18, o Rio Grande do Norte tem 10, e Pernambuco e Bahia somam oito cada.
Há ainda filmes de Minas Gerais (seis), Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso (quatro cada) e de outros 14 estados e do Distrito Federal, além de coproduções entre estados.
Filmes da Mostra do Cinema Marginal para ficar de olho!
Segundo Uilton Oliveira, idealizador da mostra, chama a atenção o número de filmes indígenas, muitos dirigidos por mulheres, como “A Floresta das Mulheres-Peixe”, do Amazonas.
Além disso, vale ressaltar outros destaques da edição. Entre eles, está “Samba Infinito”, curta de Leonardo Martinelli, carioca do Andaraí, que estreou em Cannes em 2025.
Outra produção é “Onde Estamos Seguros”, longa de terror negro de Thais Scabio e Gilberto Caetano, de São Paulo, também exibido em Cannes. Já “Capim Navalha”, de Michel Queiroz, aborda sobre personagens trans na Chapada dos Veadeiros (DF).
Ao todo, são 123 filmes nacionais e internacionais, com exibições gratuitas em diferentes pontos da cidade, como a Arena Dicró, na Penha Circular; o Galpão Bela Maré, na Maré; as Casas Casadas, em Laranjeiras; a Casa Marx, na Lapa; Cinema de Garagem, em Anchieta; entre outros.
A mostra também tem debates, encontros e bate-papos com realizadores. Além disso, muitas sessões contam com recursos de acessibilidade, como legenda descritiva, audiodescrição, legenda em português e Libras.
A programação completa, com datas, locais e horários, está no site da mostra e no Instagram do evento.
Seis edições de cinema independente

Criada em 2017, a mostra recebeu 36 inscrições na primeira edição. Neste ano, foram 356. A curadoria é de Leila Xavier, Milena Manfredini, Rosa Miranda, Rosy Nascimento e Uilton Oliveira.
“A mostra existe para promover a difusão do audiovisual independente, abrir caminhos, dar visibilidade e fortalecer narrativas que a sociedade muitas vezes tenta invisibilizar”, afirma Oliveira.
Para a curadora Leila Xavier, o cinema é “uma linguagem crítica capaz de dar visibilidade às populações que vivem na linha de frente dos impactos ambientais”. Mais informações no site oficial.